segunda-feira, 30 de maio de 2011

Me espera

Quando eu te encontrar, é onde eu também me encontrarei. Espera-me, porque sei que no fundo é o que espera de mim. Que eu possa voar como fez para descobrir que sozinho não tem a mesma graça que teria com você aqui.

Eu me perdi por todo esse tempo e no vazio tenho sobrevivido, procurando em cada vestígio de lembrança algo que me coloque em sintonia com o seu presente. Lembrei-me mais do que esqueci. É, o mundo é justo. Sei bem, eu sei de cor. Tivemos o mesmo tempo longe um do outro para aí pensarmos no que iremos fazer.

Me espera pela última vez, porque a decisão está tomada. Bem sabe que não volto atrás, mas também não seguirei a diante, não sozinho. Me dê sua mão e faz clarear o obscuro, que assim enxergarei o caminho, porque de você não sei mais nada.

O mundo girou e aqui estamos; pelo menos aqui estou. Depois de muitas tempestades, o que chega é a primavera ensolarada em nosso ciclo. Assim, espero do destino o que ele me espera, que o vento me sopre como faz com as folhas e me faça flutuar para perto de você.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Continue voltando

Estou de volta. Hoje eu percebi. Enfim, talvez eu consiga o que não queria.

Vou tentar não pensar, mesmo que escrevendo isso já é estar pensando. Mas se pensar demais é duvidar, qual seria a solução?

Não pensar, talvez, assim quem sabe não teria. O medo não me solta, a volta que não aconteceria. Você que bate a porta, mas minha frieza te desvia.

Agora é você que não me solta, mas me desprendo e fico a sua volta, observando noite e dia o que faria.

Vai! Quanto mais nos soltamos, mais sentimos falta. Não é do que existe. Nem existiu.

Foi você que me prendeu, eu a soltei.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Descomplique-se

Quero ficar longe; de você quero estar perto, sempre perto.

Se estou perto sei que te machuco; longe sinto que te perco.

Mas de você também não quero mais estar perto, porque você machuca.

Quando me afasto sei que você se sente desprezada, com medo de me perder; você não me tem.

Mas quando se aproxima sinto que lhe tenho, mas não a quero mais.

Quero você, que hoje está longe. Porque você que está perto, te quero longe para não te machucar e você que se aproxima, às vezes, quero bem longe para não sofrer.

Simples assim...

sábado, 16 de abril de 2011

A despedida do sol

Ainda que a noite não tenha caído, levantou-se e seguiu até a praia para ver se restava algum vestígio do sol. Sentou. Aquela pele tão sensível e suas curvas provocantes mexeram até com a areia branca que, de imediato, aglutinou-se em seu corpo. Deu liberdade para que o vento envolvesse em seus cabelos cacheados e suas mãos tratavam de que os fios não atrapalhassem sua visão da despedida do sol.

Sentada ali, os últimos raios solares já não aqueciam o seu corpo, logo encolheu suas pernas de modo que protegesse o seu colo; abraçada com a perna e apoiando seu rosto sobre seus joelhos continuou a olhar o mar. Os sons das ondas com a força dos ventos soavam como poesia em seus ouvidos encobertos por seus cabelos esvoaçantes.

Já não se tem mais movimentos para descrever, pois ela está intacta, hipnotizada, assistindo o balé do oceano ao encontrar com a areia do continente. Mergulhada em seus pensamentos com tamanha beleza, agora é o mar que estas a admirar tanta ternura e pureza.

O sol se foi, mas ficou o brilho do seu sorriso sendo o espetáculo principal daquele inicio de noite. Levantou-se, retirou os vestígios da areia que estava em seu corpo e foi seguindo o seu caminho. Não há mais o calor, só o vento frio que insiste tocá-la fazendo sua pele sentir constantes arrepios e o mar  utilizando-se das ondas para dizer até breve ou logo mais. Jamais adeus.



Foto: pomeu.com

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Procura-se um herói

O Brasil está de luto. 

O massacre ocorrido na manhã desta quinta-feira (07) chocou milhões de brasileiros que acompanham os noticiários. Um rapaz de 23 anos de idade entrou em uma escola na cidade do Rio de Janeiro e efetuou disparos contra dezenas de crianças, ferindo ao todo 13 alunos e deixando 12 mortos. Tamanha barbaridade que abalou até a nossa presidente, Dilma Rousseff, que chorou em seu discurso. 

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, chamou o sargento Márcio Alves de "herói" por ter conseguido evitar mais mortes. Cabral também fez o mesmo elogio a uma professora que conseguiu fazer com que alunos fugissem do atentado e procurassem ajuda. Dois heróis, dois profissionais que já agem como tal no seu dia-a-dia. 

No Brasil, professor e policial militar são heróis com o que recebem de salário para as funções que exercem. Mas não são heróis como os que essas crianças e tantas outras estão acostumados a ver na tevê, são heróis do nosso cotidiano, que não usam mascaras ou capas para poder voar mais rápido aos que precisam de ajuda. Esses super-heróis usam transporte público precário, trabalham em péssimas condições, estão a mercê de bandidos com armamento de guerra e nem sequer possui um plano de carreira. Os nosso heróis pagam contas, e não são poucas.

Essa é uma história que mesmo tendo esses heróis, intitulados pelo governador Cabral, está longe de ter um final feliz. A tristeza de pais e familiares a espera das suas crianças que não retornarão da escola e desses heróis que amanhã acordarão cedo novamente para pegar ônibus e trens lotados para a batalha diária da sobrevivência.


Foto: G1

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mudou...

E vai continuar mudando.
Muda porque esse mundo é assim, doidão.
Depois de quase sete anos terei (?) meu tempo livre para dedicar a uma só pessoa: Eu.
Agradeço a todas essas pessoas que passaram na minha vida e deixaram sua história gravada no meu livro da existência. Sim, pois como um livro, acontecimentos da minha vida não são apagadas, mas apenas viradas como páginas de um livro onde outras histórias serão contadas.
Estão presentes muitas pessoas como citações, outras páginas e algumas como um capítulo inteiro.
Acho que tomei a decisão correta de encerrar mais um capítulo, pelo menos esse de uma forma menos trágica para os personagens e que foi escrito só com carinho, passeios e risadas.
Fica a dor de não ter sido prolongado, mas assim é a vida, foi encerrado o capítulo menos triste do livro da minha existência.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ah o oceano! Como é belo e misterioso. Uma arte divina!
Depois que saí da facul parei para olha-lo por alguns instantes. Legal isso, me faz ficar um pouco mais sintonizado com esse ambiente e me desligar um pouco de minha terra.
Voltei pro ape mas ainda ouço o barulho das ondas lá longe. Não é ruim, pelo contrário, é muito bom. Mas é uma pena não ter ninguem para compartilhar.
Me sinto cada vez mais sozinho e isso não está me fazendo bem. Será que aguento até 2012?
Estou distante na facul, não sei o que aconteceu. A euforia se foi, todos estão dispersos e nem o bar já é o mesmo. Ando sentindo muita vontade de voltar, só não faço pq o jornalismo já se instalou de um jeito que não tem mais jeito, entende?hehehe

Esse vai ser mais um findi em casa, com uma tv que nada informa, com uma internet lenta, um violão com cordas de nylon e a presença do 'eu sozinho'.

Eee laiá! há 5 anos atrás era um ótimo motivo pra uma musica, hoje é apenas um discurso para uma plateia de uma pessoa só.

A lina cairia bem nesses momentos...